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Mariana Conti

PSOL · Deputada estadual

São Paulo
http://marianacontipsol.com.br

Por que devemos reformar a política de drogas?

A política de proibição e criminalização às drogas no Brasil é, na verdade, uma política racista de criminalização da pobreza. A bandeira simplista de combate às drogas tem sido usado como justificativa para grandes investimentos na indústria da armas e para a formação de um aparato policial repressor que não tem como objetivo acabar com o crime organizado, mas sim ser um instrumento de controle social por meio da violência. Vários tipos de substâncias são amplamente consumidas, de forma legal e ilegal, mas apenas os pobres são encarcerados por tráfico. Sabemos que o crime organizado tem relações políticas e econômicas com setores poderosos do estado, nas várias esferas de poder - judiciário, legislativo e executivo. A legalização é um passo fundamental para que o uso problemático de substâncias seja tratado como uma questão de saúde pública, para permitir o avanço do uso e a pesquisa do uso terapêutico da maconha e para uma mudança da política de segurança pública. O combate ao crime organizado só pode ser realizado por meio do investimento em inteligência. Ao mesmo tempo, é necessário reverter o encarceramento em massa garantindo o acesso a justiça de forma democrática. Acredito que descriminalização das drogas também contribui para desmilitarização da polícia e a democratização das instituições de segurança pública, uma vez põe fim ao principal mecanismo de propaganda e justificativa desse aparato. Enfim, o combate a violência deve necessariamente passar pela descriminalização das drogas e pela legalização da maconha.

POR UMA COALIZÃO DE CANDIDATURAS PELA REFORMA DA POLÍTICA DE DROGAS

A reforma da política de drogas é uma pauta política central no Brasil. Queremos mapear todas as candidaturas do país que defendem a reforma em três principais pontos que estão em discussão atualmente: a descriminalização do consumo de drogas, a regulamentação da maconha para fins terapêuticos e a regulamentação da maconha.

Conheça as candidaturas


Cadastre aqui sua candidatura

Por meio de um formulário online, a Plataforma Brasileira de Política de Drogas está mapeando as candidaturas comprometidas com a reforma da política de drogas nacional. Podem responder ao formulário candidatos e candidatas a governos estaduais, ao legislativo federal e estadual e à Presidência da República.

Clique aqui e cadastre sua candidatura

Por que precisamos reformar a política de drogas?

Acreditamos que a difusão de conhecimento é uma das principais ferramentas na construção de uma nova política de drogas. Por isso, a Plataforma Brasileira de Política de Drogas produziu uma cartilha para ajudar candidatos e candidatas a qualificarem o debate eleitoral sobre drogas neste ano.

Na publicação, é possível entender as diferenças entre legalização, descriminalização e despenalização, conhecer os diferentes modelos de política de drogas ao redor do mundo e compreender os impactos da proibição das drogas na saúde e na segurança públicas.

Clique na imagem para acessar a cartilha

Sobre a PBPD

A Plataforma Brasileira de Política de Drogas (PBPD) nasceu da necessidade de unir, em rede, especialistas e organizações dedicadas a estudar e a promover a reforma da política de drogas em suas diversas frentes: saúde, segurança pública, acesso à justiça e direitos humanos.

Composta por 50 entidades, a PBPD atua pela redução da violência e dos danos associados a políticas proibicionistas, defendendo normativas e programas que garantam a autonomia, a liberdade e o efetivo direito à saúde. Como não poderia deixar de fazer, também fomenta o debate sobre os efeitos sociais do combate às drogas, pautando as consequências do encarceramento em massa e denunciando a violência e a letalidade policiais.

Organizada em três coordenações – advocacy, produção científica e comunicação – e em três eixos temáticos ( cannabis, cuidado e atenção e violência e encarceramento), a PBPD incide no debate político, apontando evidências científicas e fontes de credibilidade capazes de orientar uma nova política de drogas, mais justa e eficaz.