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Lorenzo Balen

PSOL · Deputado federal

Paraná
https://www.facebook.com/ProfessorLorenzo

Por que devemos reformar a política de drogas?

A “guerra às drogas” é uma falácia! Suas consequências sociais negativas são muito maiores do que o efeito das drogas em si. A criminalização nunca impediu o comércio e o uso. A proibição, que surgiu com a perseguição dos costumes da população negra, não está preocupada com a saúde: das mortes por drogas, entre 2006 e 2010, o álcool é responsável por 85% delas e o cigarro por 11%. Ao contrário, a atual política “contra as drogas” alimenta interesses econômicos, a violência e a corrupção: é utilizada por grandes empresários, políticos e líderes religiosos como fonte de lavagem de dinheiro; estrutura uma rede criminosa nas polícias, no exército, no judiciário e na política; serve para perseguir, encarcerar e matar os jovens, negros, pobres e população das periferias. A proibição escolhe lado, como prova o caso do helicóptero de políticos mineiros carregado com 500kg de cocaína, abafado pela polícia e pela imprensa. É uma desculpa para manter controle sobre a população. Chega de violência! Precisamos conscientizar e descriminalizar o consumo, financiar pesquisas científicas públicas sobre as drogas, desenvolver uma política de redução de anos e fortalecer o uso medicinal da maconha para o tratamento de doenças. É urgente o debate sobre o modelo de regulamentação que queremos ter no Brasil.

POR UMA COALIZÃO DE CANDIDATURAS PELA REFORMA DA POLÍTICA DE DROGAS

A reforma da política de drogas é uma pauta política central no Brasil. Queremos mapear todas as candidaturas do país que defendem a reforma em três principais pontos que estão em discussão atualmente: a descriminalização do consumo de drogas, a regulamentação da maconha para fins terapêuticos e a regulamentação da maconha.

Conheça as candidaturas


Cadastre aqui sua candidatura

Por meio de um formulário online, a Plataforma Brasileira de Política de Drogas está mapeando as candidaturas comprometidas com a reforma da política de drogas nacional. Podem responder ao formulário candidatos e candidatas a governos estaduais, ao legislativo federal e estadual e à Presidência da República.

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Por que precisamos reformar a política de drogas?

Acreditamos que a difusão de conhecimento é uma das principais ferramentas na construção de uma nova política de drogas. Por isso, a Plataforma Brasileira de Política de Drogas produziu uma cartilha para ajudar candidatos e candidatas a qualificarem o debate eleitoral sobre drogas neste ano.

Na publicação, é possível entender as diferenças entre legalização, descriminalização e despenalização, conhecer os diferentes modelos de política de drogas ao redor do mundo e compreender os impactos da proibição das drogas na saúde e na segurança públicas.

Clique na imagem para acessar a cartilha

Sobre a PBPD

A Plataforma Brasileira de Política de Drogas (PBPD) nasceu da necessidade de unir, em rede, especialistas e organizações dedicadas a estudar e a promover a reforma da política de drogas em suas diversas frentes: saúde, segurança pública, acesso à justiça e direitos humanos.

Composta por 50 entidades, a PBPD atua pela redução da violência e dos danos associados a políticas proibicionistas, defendendo normativas e programas que garantam a autonomia, a liberdade e o efetivo direito à saúde. Como não poderia deixar de fazer, também fomenta o debate sobre os efeitos sociais do combate às drogas, pautando as consequências do encarceramento em massa e denunciando a violência e a letalidade policiais.

Organizada em três coordenações – advocacy, produção científica e comunicação – e em três eixos temáticos ( cannabis, cuidado e atenção e violência e encarceramento), a PBPD incide no debate político, apontando evidências científicas e fontes de credibilidade capazes de orientar uma nova política de drogas, mais justa e eficaz.