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Eugênia

PSOL · Senadora

Pernambuco
http://www.facebook.com/EugeniaPsol/

Por que devemos reformar a política de drogas?

A dependência química causa grande sofrimento para indivíduos, famílias e comunidades. Mas o maior problema está na forma com que sociedade lida com as drogas. Precisamos encará-las como de fato são: uma questão de saúde. A proibição se mostra um erro histórico, pois, se não impede, dificulta o acesso de dependentes a tratamento e, pior, causa males mais graves ao marginalizá-lxs e enquadrá-lxs como inimigxs sociais. As consequências disso são desatrosas, principalmente dentro do paradigma da "guerra às drogas", e as observamos na realidade: a promoção de uma verdadeira política de encarceramento em massa e extermínio, cujo alvo é, sobretudo, a juventude negra, pobre e periférica. Enquanto isso, a tolerância do uso e impunidade para o tráfico é a regra para as classes privilegiadas. Não podemos continuar a aceitar que acabar com vidas seja o fundamento das respostas que sociedade dá a seus problemas! Legalizar é sinalizar para a vida, o acolhimento, o cuidado. Além do mais, racionalmente, o objetivo de erradicar as drogas se demonstra irrealizável.

POR UMA COALIZÃO DE CANDIDATURAS PELA REFORMA DA POLÍTICA DE DROGAS

A reforma da política de drogas é uma pauta política central no Brasil. Queremos mapear todas as candidaturas do país que defendem a reforma em três principais pontos que estão em discussão atualmente: a descriminalização do consumo de drogas, a regulamentação da maconha para fins terapêuticos e a regulamentação da maconha.

Conheça as candidaturas


Cadastre aqui sua candidatura

Por meio de um formulário online, a Plataforma Brasileira de Política de Drogas está mapeando as candidaturas comprometidas com a reforma da política de drogas nacional. Podem responder ao formulário candidatos e candidatas a governos estaduais, ao legislativo federal e estadual e à Presidência da República.

Clique aqui e cadastre sua candidatura

Por que precisamos reformar a política de drogas?

Acreditamos que a difusão de conhecimento é uma das principais ferramentas na construção de uma nova política de drogas. Por isso, a Plataforma Brasileira de Política de Drogas produziu uma cartilha para ajudar candidatos e candidatas a qualificarem o debate eleitoral sobre drogas neste ano.

Na publicação, é possível entender as diferenças entre legalização, descriminalização e despenalização, conhecer os diferentes modelos de política de drogas ao redor do mundo e compreender os impactos da proibição das drogas na saúde e na segurança públicas.

Clique na imagem para acessar a cartilha

Sobre a PBPD

A Plataforma Brasileira de Política de Drogas (PBPD) nasceu da necessidade de unir, em rede, especialistas e organizações dedicadas a estudar e a promover a reforma da política de drogas em suas diversas frentes: saúde, segurança pública, acesso à justiça e direitos humanos.

Composta por 50 entidades, a PBPD atua pela redução da violência e dos danos associados a políticas proibicionistas, defendendo normativas e programas que garantam a autonomia, a liberdade e o efetivo direito à saúde. Como não poderia deixar de fazer, também fomenta o debate sobre os efeitos sociais do combate às drogas, pautando as consequências do encarceramento em massa e denunciando a violência e a letalidade policiais.

Organizada em três coordenações – advocacy, produção científica e comunicação – e em três eixos temáticos ( cannabis, cuidado e atenção e violência e encarceramento), a PBPD incide no debate político, apontando evidências científicas e fontes de credibilidade capazes de orientar uma nova política de drogas, mais justa e eficaz.